“Que triste coisa sem vida é este azedume! Se eu pudesse, escreveria com amor.” in O Fim da Aventura, Graham Greene
Sente-se o peito caindo no quebranto
Sobre um som, erro ou olhar.
Gela a alma num toque adormecido,
E sei que se apagou o sentimento.
Os ouvidos cerraram-se aos sons.
Transparentes aos olhos, os sinais…
Vigor do peito que sentiu um dia calor,
Esfria agora num rio que estagnou.
Ignoro as noites, as palavras que escutei
E rogo ao tempo que se lembre de voltar
Para dizer que já não quero ou sinto,
Aquilo que um dia soube amar.
Rita Pacheco
(4/12/2005)
2 comentários:
Parabens Rita pelos teus trabalhos.
gostei muito!
Muito obrigada! Gostava de saber quem és... não te identificaste!
Fico à espera.
Beijo,
Rita
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