27 de outubro de 2006

Sente-se o peito caindo no quebranto

“Que triste coisa sem vida é este azedume! Se eu pudesse, escreveria com amor.” in O Fim da Aventura, Graham Greene


Sente-se o peito caindo no quebranto
Sobre um som, erro ou olhar.
Gela a alma num toque adormecido,
E sei que se apagou o sentimento.
Os ouvidos cerraram-se aos sons.
Transparentes aos olhos, os sinais…
Vigor do peito que sentiu um dia calor,
Esfria agora num rio que estagnou.
Ignoro as noites, as palavras que escutei
E rogo ao tempo que se lembre de voltar
Para dizer que já não quero ou sinto,
Aquilo que um dia soube amar.


Rita Pacheco
(4/12/2005)

2 comentários:

Olhar Lordelo disse...

Parabens Rita pelos teus trabalhos.
gostei muito!

Rita disse...

Muito obrigada! Gostava de saber quem és... não te identificaste!
Fico à espera.
Beijo,
Rita