10 de novembro de 2006

O mar cantou de azul

O mar cantou de azul
Aos sons do que quero ser
E sei que sou aos sonhos,
Às coisas que quero ver.

Escolho as nuvens deste beijo,
Aqueles sons que sei escutar.
E ainda há algo que desejo,
Algo que quero ainda olhar.

E só a mente divaga aos lugares
Que à distância aprendo a ver.
E lá abraço os segredos
Das flores que irei colher.

Às noites, sussurro quem fui
E até onde queria estar,
Mas sei que é mesmo só um sonho
Que ainda não sei alcançar.



Rita Pacheco

(22/3/2006)

2 comentários:

Anónimo disse...

Como vês, não sei dar pareceres técnicos em poesia, mas acabando de ler todos os poemas, posso dizer que consegues fazer-me voar ao toque das tuas palavras, que tocam melodias no meu intimo e fazem-me pensar muito mais profundamente.

Beijo

manel

Rita disse...

Se o poema fez isso, então cumpriu o seu objectivo. Fico muito orgulhosa por isso...! Obrigada, lindo. Muito obrigada.
Beijo,
Rita