8 de outubro de 2015

Sede

Quero o que não vem na pele,
Quero o som dos dias que
Carregas contigo,
Não sucumbir ao silêncio
Que me verga de dor.
Quero o brilho do teu beijo morno
Em meu peito,
A brancura indelével do teu
Sonho no meu.
Na minha pele quero-te a ti,
E não apenas nas entranhas
Do meu pensamento.
A sede é de ti,
Do fervor das tuas mãos.
Mas permaneço imóvel no devaneio,
Até que eu seja em teus olhos,
Até que existas na minha pele.




Rita Pacheco

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