1 de julho de 2011

Carta

I saw a whole other future. I can't stop seeing it.” (in Revolutionary Road de Richard Yates)

Vejo minha alma em teus olhos
E desnudo-me de pensamentos.
Afundo a razão e navego em ti.
Flutuo pelas curvas do teu tempo,
Pelo aroma da tua pele.
Esqueço-me do silêncio,
Esqueço a incompletude
E aninho-me na tua ternura,
Num lugar que guardaste para mim.
Fazes com que me veja,
Com que me abrace em teus braços.
E existo no teu beijo,
No sabor que plantas em mim
Com teus lábios.
Inconsciente, roubas-me a escuridão,
Levas-me o silêncio.
Faço do teu corpo meu berço
E aconchego-me na imensidão
Do teu abraço.
E após uma longa viagem de vazio,
Estou em casa,
Estou em ti.

Rita Pacheco
(26/4/2007)

2 comentários:

Anónimo disse...

...palavras-poema que tão bem exaltam e cantam o Amor, que só o poeta pode sentir deste modo.
Este "aninhar" na tua ternura...
Este "existir" em teu beijo...
Este "aconchego" na imensidão do teu abraço..
..."estes", após uma viagem de vazio...,
representam o "regresso" a casa e o entrar na "morada" certa...

Querida Ritinha, assim vi teu "BELO" poema.

Parabéns...

Beijinhos
António Manuel

Rita disse...

Obrigada, António! Como sempre, muito simpático! :)

Beijinho,
Rita