Circulam-me os ecos do mundo.
Nasci num tempo que não é o meu.
Percebo que este corpo que vagueia
É pedaço de memória que outrora se perdeu.
Tenho lágrimas contidas
E não encontro minha salvação.
Olho o passado na esperança de encontrar
Um caminho, uma vida, uma razão.
E vejo-me num tempo enegrecido
Por aquilo que não consigo fazer,
Conto eras de virtudes transparentes,
De coisas que tive e acabei de perder.
Até ao fim do mundo, esta não sou eu,
Entorpecida pelo que não sei acabar.
E num mundo que não sei tornar meu,
Feita de sonhos, não quero acordar.
Nasci num tempo que não é o meu.
Percebo que este corpo que vagueia
É pedaço de memória que outrora se perdeu.
Tenho lágrimas contidas
E não encontro minha salvação.
Olho o passado na esperança de encontrar
Um caminho, uma vida, uma razão.
E vejo-me num tempo enegrecido
Por aquilo que não consigo fazer,
Conto eras de virtudes transparentes,
De coisas que tive e acabei de perder.
Até ao fim do mundo, esta não sou eu,
Entorpecida pelo que não sei acabar.
E num mundo que não sei tornar meu,
Feita de sonhos, não quero acordar.
Rita Pacheco
7/3/2007 a 2/1/2008
1 comentário:
Compreendo o que queres dizer quando escreves "Feita de sonhos, não quero acordar". Por vezes, mais valia dormir para sempre, desde que pudéssemos sonhar para sempre também. Por vezes, é melhor do que acordar e ter de enfrentar a realidade.
Gosto dos teus poemas... :D Escreves de uma forma reconfortante.
Bjs
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