As palavras permanecem lá fora
Ao gosto da montanha
E esta impenetrável janela
É o muro que me rodeia.
O vidro é opaco
E pedaços de memória
Encurralam-me cá dentro.
A janela sonha, a janela vive.
Cá dentro, a quietude o tempo
Arrasta-se e contorce-se,
Pedindo para ser escutado.
Para lá da janela
Há a vibração das coisas,
Os sentidos que a chuva desperta.
A minha dormência
E este meu corpo inerte
Não me permitem abrir a janela.
Agarro-me às poucas cores
Que o vidro me mostra,
E respiro a clausura que escolhi,
Tentando agarrar-me a abstracções
De ti.
Rita Pacheco
(13/2/2007)
Ao gosto da montanha
E esta impenetrável janela
É o muro que me rodeia.
O vidro é opaco
E pedaços de memória
Encurralam-me cá dentro.
A janela sonha, a janela vive.
Cá dentro, a quietude o tempo
Arrasta-se e contorce-se,
Pedindo para ser escutado.
Para lá da janela
Há a vibração das coisas,
Os sentidos que a chuva desperta.
A minha dormência
E este meu corpo inerte
Não me permitem abrir a janela.
Agarro-me às poucas cores
Que o vidro me mostra,
E respiro a clausura que escolhi,
Tentando agarrar-me a abstracções
De ti.
Rita Pacheco
(13/2/2007)
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