
Inspira nada mais que o som
Este tímido sol
Que não percorre ou bebe os seres.
Balançam as árvores,
Caminhando com o vento
Que desliza pelas folhas
Como os dedos nos compridos cabelos.
Por vezes sinto teu toque
Percorrer as ondas do meu corpo,
Como quando o vento gentilmente
Acaricia as ondas do mar.
Sinto tua voz deslizar no meu rosto
E não te sei, novamente, não te sei...!
Respiro teu toque apenas
Na inconfessável saudade
E bebo o mais suave beijo
Na interminável imagem da memória.
Rita Pacheco
(4/5/2004)
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