"Peguei no meu coração/ E pu-lo na minha mão/ Olhei-o como quem olha/ Grãos de areia ou uma folha./ Olhei-o pávido e absorto/ Como quem sabe estar morto;/ Com a alma só comovida/ Do sonho e pouco da vida." Fernando Pessoa, 1913
Como pela janela
Tudo se torna tão bom...
Como assim os sonhos
Se tornam reais...!
Pela janela te tornas possível
E teu toque, propositado...!
Como pela janela, teu sorriso
É longo e teu abraço, eterno...
Pela janela, o sonho é verdade
Como a chuva que cai e corre
Para o rio...
Mas o tempo passa e cada gota que cai
É um sonho...
Sonho que é chuva
Que cai sem cessar,
Sonho que morre quando
Chega ao mar.
Rita Pacheco
(2000)
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