Olho lá fora o vento que passa e,
Sem cessar, questiono meu crente ser.
A porta abre-se à brisa das imagens,
Mas nada meus olhos conseguem ver.
O ar esvoaça toda a minha mente,
Aquela que ousou um dia acreditar.
Sou lágrima que nem o vento seca,
Sou ave que apenas solo pode tocar.
Ousei voar e minhas asas quebraram.
Nunca o azul tocou meu mar!
Já nem os sonhos têm cor;
Resta o escuro de uma noite sem luar.
Sonhei, mas nunca o aroma foi sentido.
Voei, e a queda foi fatal.
E aquele vento levantou meus pedaços
De coração ferido, negro e mortal.
Rita Pacheco
(10/7/2003)
4 comentários:
Olá!Mais um poema lindo. Parabens! Continua.Beiijos.
Muito obrigada pelas tuas palavras.
Beijo,
Rita
Gostei deste poema. Fez-me reviver momentos passados, angustias passadas e agora recalcadas, mesmo praticamente, esquecidas pelo momento que vivo.
Tomei conhecimento da tua página através da pessoa que me devolveu os sonhos, que devolveu cor aos mesmos, que me fez voar novamente, que pegou nos pedaços do coração revitalizou-os.
continua a escrever..
beijinhos
Marco,
É muito bom e deveras gratificante quando alguém se consegue identificar com aquilo que escrevemos.
Muito obrigada pela visita e pela força! Ainda bem que recuperaste os teus sonhos, ainda bem que a Elisabete trouxe cor a um mundo a preto e branco.
Beijo,
Rita
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