19 de junho de 2007

Perguntas

Porque me toma
A amargura destas lágrimas?
Porque não existo aos rios de palavras
Que em minha mente entrevejo?
Porque me sinto entorpecer
Perante a solidão gelada?
Porque não me sinto à altura
Da construção de uma concreta existência?
Porque deambulo aos dias
E me arrasto para o sono das noites?
Porque tremo à visão
Desta minha incompletude?
Porque me sinto ser sugada
Para um tempo inexistente?
Porque sucumbo ao frio silêncio dos dias?
Porque…?



Rita Pacheco
(22/11/2006)

3 comentários:

Anónimo disse...

Perante esta riqueza de palavras traduzidas em poema, sente-se a tua Alma...
Sabes porque te conheço?
PORQUE escreves muito bem...
E cada vez sinto mais vontade de conversar...
Força e ânimo para esta ponta final do ano lectivo. Olha que vai correr tudo bem...

Um beijo
António Manuel

Rita disse...

António,

Suas palavras continuam preciosas. A força que me tem dado tem sido inigualável. Obrigada por toda a força e todo o entusiasmo com que me tem presenteado.

Beijo,
Rita Pacheco

Anónimo disse...

Surpresa!

Já há muito que nada dizia no teu blog, logo resolvi escrever e deixar-te estas palavras de conforto, porque sei que vais ficar muito feliz por isso.

Pelo menos irás sorrir!

Não vou comentar, este teu poema porque já me conheces muito bem para saberes qual a minha opinião, tanto neste como nos outros, e se o fizesse seria somente a ti. Continua a presentear os teus fiéis leitores com aquilo que de melhor tens, entre outras qualidades que nem todos têm a oportunidade de saber que elas existem, como eu sei que existem.

Então fica aqui o meu enorme beijinho e um enorme xi-coração.

Fica bem, linda!

Nando
;-)