Encontrei as folhas dançando
Num peito de luar embevecido
Pelo vento do mais sublime som.
O piano, suave, sobe todas as palavras.
Elas sussurram ao vento
A lágrima que ficou
E cantam ao peito que navega
Pelo rio de um infeliz olhar.
O tímido violino percorre
Os cabelos que esvoaçam.
Dormi.
Mergulhei nas palavras.
Afoguei-me no aroma colorido.
Perdi-me pelos caminhos intermináveis
Daquele som em que me sinto.
E encontrei-te no final
Da mais longa estrada…
E o silêncio, o silêncio.
Cessa o breve piano
E, mais uma vez, pensei em ti.
Cerram as mais pesadas pálpebras
No triste som de um dia que
Se fez longínquo como a luz.
O som quente da memória
Percorre risos e beijos e abraços.
Qual sonho, o mais real?
Deste-me muito,
O som, o entender do vento,
Aqueles dias em que mais
Nada existiu.
E o silêncio.
Deste-me o silêncio
Que pranteou todas as noites.
Rita Pacheco
(30/4/2004)
Num peito de luar embevecido
Pelo vento do mais sublime som.
O piano, suave, sobe todas as palavras.
Elas sussurram ao vento
A lágrima que ficou
E cantam ao peito que navega
Pelo rio de um infeliz olhar.
O tímido violino percorre
Os cabelos que esvoaçam.
Dormi.
Mergulhei nas palavras.
Afoguei-me no aroma colorido.
Perdi-me pelos caminhos intermináveis
Daquele som em que me sinto.
E encontrei-te no final
Da mais longa estrada…
E o silêncio, o silêncio.
Cessa o breve piano
E, mais uma vez, pensei em ti.
Cerram as mais pesadas pálpebras
No triste som de um dia que
Se fez longínquo como a luz.
O som quente da memória
Percorre risos e beijos e abraços.
Qual sonho, o mais real?
Deste-me muito,
O som, o entender do vento,
Aqueles dias em que mais
Nada existiu.
E o silêncio.
Deste-me o silêncio
Que pranteou todas as noites.
Rita Pacheco
(30/4/2004)
5 comentários:
Lindissimo!
Mil Beijos,
Diniz
Obrigada, lindo!
Beijo,
Rita
Espero que não te importes que tenha levado"emprestado" um poema teu.
Algum inconveniente diz, que será de imediato retirado.
Gosto muito da forma sensível como escreves!
Um abraço carinhoso e continua a encantar-nos com a tua poesia.
Ola,
Vim a ti, através da poesia portuguesa, passear pelas tuas veredas, fez o meu coração pulsar de alegria.
Gostei muito!
Beijo meu
Isa
Caras Isa e Otília,
Muito obrigada pelas vossas palavras.É um bom estímulo para continuar. Peço desculpas por estar tanto tempo sem postar nada, mas quando o faço, tenho de estar com tempo e coração (o que não me tem sido permitido nos últimos tempos). Voltarei em breve e espero que me continuem a visitar.
Beijos,
Rita
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